terça-feira, 29 de junho de 2010

Globo faz campanha contra bullying



Há alguns dias, o apresentador Serginho Groisman vem fazendo chamadas e debates contra o bullying, que nada mais é do que agredir alguém física ou moralmente.


O bullying é muito praticado nas escolas e universidades, onde um aluno ou um grupo de alunos se nega a ter um determinado indivíduo como amigo e fazem ameaças para quem se aproxima do mesmo. Também podem ocorrer agressões verbais e até mesmo físicas, que vão marcar por uma vida quem por elas passa.


Quem não passou por isso algum dia? Eu posso dizer que já, pois como era muito quietinha e tímida na minha infância e pré-adolescência, era motivo de discriminação para outros que eram mais extrovertidos e animados. Fazer o quê? Não podemos agradar a todos, mas sempre achava um absurdo ser julgada por isso. Bom, hoje já não sou tão quietinha assim, mas sempre têm os que não gostam de algo na gente.


Na rede Globo, essa campanha de Groisman se encaixa bem no “Cala Boca Galvão”, campeão nos tópicos do Twitter, uma brincadeira que virou mania, porém agressiva ao locutor esportivo. Galvão Bueno diz que não liga, que isso é uma brincadeira dos internautas, mas duvideodó que ele não está chateado.


Uma coisa que anda me preocupando é o exagero de “tiração de sarro” que os brasileiros estão fazendo com os estrangeiros, principalmente na Copa. Todos sabem que brasileiro é um povo alegre, brincalhão, mas tudo o que é demais pode não ser legal. Os programas típicos de humor como Pânico na TV, CQC, Legendários e outros, estão exagerando um pouquinho na dose na hora de brincar com outras pátrias. É engraçado sim, mas devemos nos lembrar que vamos ter que aguentar isso deles se perdermos a Copa. E será que todo brasileiro está preparado para encarar piadinhas de seu país? Será que todos temos senso de humor?


No sábado, o Legendários mostrou os seus humoristas hasteando uma bandeira brasileira num mastro da Avenida 9 de Julio, uma das mais importantes de Buenos Aires, onde se encontra o Obelisco, ponto turístico local. É, grande sacada, engraçado, mas faz com que as pessoas possam não entender isso como uma simples brincadeira. Eu imagino como seria hastearem uma bandeira Argentina lá na Praça da Sé ou no Ibirapuera. Tem gente que iria querer matar literalmente os argentinos.


Outra que assisti foi Rafael Cortez, do CQC, entrevistando os jogadores eliminados da Itália. Um deles virou e falou: “Tem razão Maradona quando diz que vocês brasucas são uns put&#”. Foi mais ou menos isso que ele falou. Ou seja, estamos com famas de chatos insuportáveis mesmo.


Acho graça sim de certas brincadeiras, os caras costumam ser muito criativos, mas me preocupa se daqui a um tempo seremos vistos como pernonas non gratas em qualquer lugar do mundo. Espero que não.



3 comentários:

  1. oi, ainda estou tendo pesadelos com o gatinho das patas amputadas.

    quanto aos brasileiros... bom eu já desisti de assistir Supernatural ,true blood ou vampire diaries no Justin.tv com o chat aberto exatamente por causa dos brasileiros, e olha que são fãs que lotam os canais, fazendo muitas vezes atingir o numero maximo de transmissões. E eles não respeitam uma única regra: Digitar em ingles. Perdi a conta do numero de vezes que a mesma discussão sobre o uso do portugues começõu nos chats.
    Agora assisto em tela cheia ou procuro um canal em espanhol.
    Brasileiro é um povo muito chato na internet.

    Escola, nem comento, dei graças quando pude sumir delas. Sou a favor do Home School 100%.
    E o Galvão.... bem... é o Galvão. Se alguem não disser cala a boca galvão não parece futebol ou formula 1 de verdade, acho que ele sabe disso tambem.
    abraços querida.

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  2. Passei pelos mesmos problemas que você, também por ser quieto, mas agora passou.
    Bullying realmente é um problema bem sério e as pessoas prestam muito pouca atenção, nele. Infelizmente, levam tudo na brincadeira, o que é um grande problema!!!
    Espero que a campanha ajude a conscientizar!

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  3. Na minha opinião o bullying é reflexo da falta de educação e respeito de grande parte das pessoas, que pensam viver numa selva, onde o mais forte sempre vence e sobrevive.

    Somos seguidores da cultura americana que se divide em vencedores e perdedores, com isso a maioria dos pais já criam seus filhos ensinando a atacar, ser o melhor, vencer a qualquer preço. O outro não é um amigo, mas sim um concorrente. Infelizmente.

    Até mais

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