sexta-feira, 17 de maio de 2013

Crítica: Reino Escondido



Reino Escondido traz entretenimento limitado em novidades



Dos mesmos criadores de “A Era do Gelo” e “Rio”, com direção de Chris Wedge (A Era do Gelo), Reino Escondido (Epic) traz a descoberta de um mundo encantado no interior da floresta, onde homens-folha defendem a vida de toda a natureza.

Maria Catarina (Amanda Seyfried), ou MC, muda-se para a casa de seu pai, o professor Bomba (Jason Sudeikis/Murilo Benício), após o falecimento de sua mãe, e encontra um tipo de vida muito diferente da dela. O pai, um maluco alienado pela descoberta de seres encantados da floresta, vive escondido entre matas e construindo parafernálias que provem sua teoria. Sua loucura sobre o assunto chegou a custar seu próprio casamento e família.

Em um mundo paralelo, pequenos seres tentam defender a vida da rainha Dara (Beyoncé Knowles) do malvado Mandrake (Christoph Waltz) e seus seguidores, que pretendem destruir a floresta e toda sua beleza. Na defesa da vida estão Ronin (Colin Farrell/Daniel Boaventura), soldado preferido da rainha, e Nod (Josh Hutcherson), um órfão um tanto rebelde para o grupo.

Agora chegou a hora de MC provar ao pai que o Reino Escondido de fato existe e ajudar os pequenos seres a salvar a natureza.

A animação tem seu encanto nas cores e na imagem que corresponde à natureza. Tudo foi muito bem usado para te transportar para um mundo colorido e encantado.

Apesar de toda a beleza, o filme em si é um pouco cansativo. A história não é ruim, mas talvez tenha sido mal explorada. O pai de MC é um sujeito fora demais do normal, com características de bobo e paranóico. Apesar de estar certo em sua tese, não age com senso em nada do que faz, sendo ridicularizado até pelos seres encantados.

Tudo acaba sendo cansativo, até a insinuação de romance entre MC e o jovem Nod. O que realmente diverte no filme é um cachorrinho idoso e de três pernas que, apesar da idade avançada, corre e curte a vida um louco, e a lesma e caramujo Mub (Aziz Ansari) e Grub (Chris O’Dowd).

Para crianças, pode até ser que a animação cole, já que tem rainhas, príncipes, animais que falam, e tudo mais que possa encantá-las. Já para adultos que curtem uma boa animação, esses talvez saiam um tanto decepcionados com esta película.

Falta mais encanto nos diálogos e no roteiro. Longe de compará-los aos outros feitos dos mesmos criadores de Reino Escondido.



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