quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lembranças de Sharine

Hoje vou contar a história de uma gatinha linda que criei . Fiz essa história para concorrer a um concurso do livro de MArcel Benedetti, da Editora Mundo Maior, mas infelizmente a história não foi classificada. Mesmo assim, vou contá-la para vocês...


Sempre fui apaixonada por gatos. Desde pequena, ajudo na criação dessas criaturinhas encantadoras. Espertos e bonitos, os felinos sabem como me fazer sorrir.
Era o ano de 1985. Eu tinha 11 anos quando meu pai chegou com uma gatinha linda, peluda, e com uma carinha de quem precisava de colo. A Sharine, nome que dei a ela, era uma fêmea, persa, pelos malhados em tons marrons. Nossa amizade começou como algo mágico, onde era nítida a confiança que ela tinha por mim.
Muitas foram as nossas aventuras, pois quando viajávamos, levávamos Sharine conosco. Certa vez, paramos num restaurante à beira da estrada, e ao chegar a comida lembramos da pobrezinha que estava dentro do carro. Meu pai falou sobre o assunto com o dono do restaurante, que na ocasião, era um velho conhecido dele. O resultado? Arrumaram uma cadeirinha de criança, dessas usadas em restaurante, e ofereceram a Sharine. Colocamos um pouco de frango desfiado num pratinho, e ela, sentada educadamente, começou a comer o frango com o auxílio de uma de suas patinhas. Foi impossível alguém passar e não comentar a situação. Para minha sorte, todos acharam graça e não reclamaram da presença da bichinha dentro do estabelecimento.
A Sharine encantava a todos que a conheciam. Ela era muito meiga, quietinha e bonita. Tínhamos uma comunicação telepática muito forte. Uma noite, acordei na madrugada pressentindo algo ruim, como se ela estivesse me chamando. Levantei preocupada e a encontrei pendurada na grade da janela do apartamento, só que do lado de fora. Ela não estava conseguindo voltar para dentro de casa, mas com muito cuidado, consegui resgatá-la de lá. Qual não seria a sua sina...
Final do ano de 1986. Tive que viajar com minha mãe para o interior, mas dessa vez, não poderia levar a gata comigo. Meu pai ficou em casa e com a incumbência de cuidar dela para mim. Lembro-me como se fosse hoje. Era dia do meu aniversário, 27 de dezembro. Ligamos para São Paulo para saber como estavam as coisas, e também para meu pai poder me parabenizar. Percebi que algo estava errado. E era algo de ruim com a gatinha.
Naquele dia, num acidente, Sharine caiu do 19º andar do prédio. Só me contaram quando voltamos da viagem. Foi muito triste para mim. Até hoje ainda sonho com ela, que conversa comigo como se fosse gente. E com certeza deve estar percorrendo as escadas de sua evolução espiritual.
Hoje, cuido de outras duas gatas: Belinha e Phoebe. Cada qual com sua graça, alegram a casa e a transformam em um ambiente de harmonia e brincadeiras. São mais duas amigas que estão passando em minha vida, e certamente, muitas outras muitas passarão...


3 comentários:

  1. Muito linda a história da Sharine. Parabéns pelo seu amor aos animais!

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  2. Bela historia amiga! Eu não gostava de gatos... acho que não os conhecia bem! Hj tenho uma, a Marie, ela tem 03 anos e a amo de paixão!:-)

    Hj percebi que ainda não tinha colocado "Na Manha do Gato", em meus blogs parceiro... já corrigi essa falta de atenção com esse espaço maravilhoso!

    Bjs

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  3. Fiquei emocionada...Vc deve ter sofrido muito né.
    Que bom que a Sharine estreitou os seus laços com os gatos e fez com que vc gostasse deles ainda mais!
    bjos, bom fds.
    ps: Qual é a estreia quente pra esse fds nos cinemas heim!! queroa ver aquele RED, será que é bom?

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