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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Kick Ass: Um filme de super-heróis diferente


Pense num filme de super-heróis. Agora esqueça tudo o que já viu e assista a Kick Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass). Nada igual ao que você já viu.


Filme de super-heróis é sempre a mesma coisa: o mocinho, o bandido e o arqui-inimigo. Em Kick Ass, tudo começa com três amigos nerds, sendo que um deles, Dave Lizewski (Aaron Johnson), é obcecado pela ideia de um dia tornar-se super-herói. Resolvendo pôr em prática sua imaginação, sem ter o mínimo de noção do que isso vai dar, Dave vira Kick Ass. Ao defender um homem de uma grande surra, acaba sendo filmado e tem seu vídeo divulgado na internet, chamando a atenção da população e tornando-se conhecido.


Mas tanta fama nem sempre é bom, e Dave se mete em grandes confusões após conhecer outros heróis, que assim como ele, lutam por algum tipo de justiça. Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Moretz), respectivamente pai e filha, também estão nesse mundo de heróis, só que bem mais treinados e armados. Mas ao atravessarem o caminho de Frank D’Amico (Mark Strong), uma emboscada geral será armada, com a ajuda do arqui-inimigo Red Mist, o filho mimado de Frank.


Totalmente sanguinolento, apesar de um dos heróis ser uma criança, isso não muda o fato dela matar sem dó ou piedade. A menina é muito bem treinada pelo pai, desde que passou a viver com ele depois de sua mãe ter morrido.


Kick Ass é o típico herói bobo, sem noção, motivo de piada para uma Liga da Justiça. Não sabe bater, não sabe lutar e nem tem base para isso. Mas com o desenrolar do filme e seu envolvimento com os demais colegas, isso vai mudando.


As cenas começam até que cabíveis para o tipo de filme, mas próximo ao final começa a ter algumas coisas bem forçação de barra. Hit Girl será o melhor exemplo disso. Aliás, notem no começo do longa que ela leva alguns tiros de seu pai, usando um colete à prova de balas, porém seu casaco não apresenta nenhum furo aparente. Ela até vai à lanchonete depois, com a roupa intacta.


Um filme nada esperado o qual confesso que fugia dele achando que seria chato demais. Foi após ler a dica do colega Hugo, do blog Cinema – Filmes e Seriados,  que resolvi ver e não me arrependi. Ótima atuação da pequena Chloe Moretz, a menininha tem cara de malvada e manda bem em suas cenas. E pela cena final, tem tudo pra vir a Kick Ass 2 por aí.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ONG oferece cinema de graça no Dia dos Pais


Através de uma parceria entre a ONG CineMaterna e a empresa de produtos infantis Fisher-Price, os papais poderão assistir à sessões gratuitas em algumas salas de cinemas de capitais brasileiras como São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto alegre, Brasília, Salvador e Recife.


O CineMaterna sempre oferece a programação dedicada às mães, e agora criou a oportunidade também aos pais. A sessão oferece um ambiente agradável para o bebê, com som reduzido, trocadores na sala, ar condicionado ameno e brinquedos espalhados pelo tapete para entreter a criança durante a exibição.


A promoção acontecerá no dia 7 de agosto, e os ingressos, que são limitados,  serão distribuídos no dia por ordem de chegada. O ingresso só será válido para pais que comprovarem sua paternidade, acompanhados de filhos de até 18 meses e um acompanhante.


O filme a ser exibido deverá ser votado no site da ONG - www.cinematerna.org.br , onde você também encontrará as salas disponíveis em sua cidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que fizeram com o clássico Fúria de Titãs?


Somente agora tive a oportunidade de assistir a refilmagem de um dos melhores clássicos mitológicos dos anos 80, Fúria de Titãs (Clash of Titans).


Sinceramente, o que fizeram com o filme? Na categoria de ruim, ele está em péssimo. Muito diferente do original de 1981, dirigido por Desmond Davis, a atual versão de Louis Leterrier mostra um roteiro diferente, com um Perseu sem graça, representado por Sam Worthington.


Lembro-me da magia do primeiro filme, com um Perseu apaixonado pela princesa Andrômeda, por quem enfrenta os maiores desafios para salva-la. Neste atual, Perseu não dá a mínima para a princesa, mas cai nas graças de outra semideusa, Io (Gemma Arterton), num romancezinho muito do sem graça e fora de contexto. Outra coisa que ficou muito diferente da original foi a Medusa. Quando assisti ao filme na época de infância, morria de medo da Medusa, mas essa nova que criaram não teve o mesmo ar horripilante que a primeira. Faltou um pouco de emoção, de mitologia mesmo.


O filme foi gravado em 2D e convertido em 3D, o que fez da maioria das pessoas que assistiram à segunda opção reclamarem da péssima imagem que tiveram. Aliás, mesmo em 2D, a imagem é horrível, com uma poluição visual tremenda que às vezes nem dá pra saber qual dos lados (herói ou vilão) está ganhando.


Nem aquela corujinha graciosa da primeira versão, que o acompanha durante a saga, teve destaque na segunda. Perseu até chega a pegar uma coruja no meio de um monte de bagulhos, mas a joga de volta como se não tivesse muita importância.


Enfim, para os que eram fãs de Fúria de Titãs dos anos 80, provavelmente a desilusão com a refilmagem foi grande. Tá difícil de ler uma crítica construtiva sobre o filme, e eu já estava empurrando para ver essa nova versão com um certo receio, confesso. E o que eu tinha receio aconteceu. Fúria de Titãs é ruim demais.