sábado, 18 de dezembro de 2010

Crítica: Tron - O Legado. Muita propaganda e pouca história

Em 1982, com a pouca tecnologia que existia, foi lançado o filme Tron, estrelado por Jeff Bridges, que se baseava em uma aventura de um jogo de videogame. Em 2010 o filme retorna com sua sequência, em Tron: O Legado (Tron Legacy), agora dispondo de toda tecnologia possível, até mesmo o 3D.
Logo no começo do filme temos um retrocesso do que aconteceu com Sam Flynn (Garrett Hedlund), um garotinho que adorava ouvir as histórias que seu pai Kevin Flynn (Jeff Bridges) contava sobre o mundo virtual. Certo dia, o pai desaparece sem deixar pistas do que de fato aconteceu com ele, e deixa o jovem Sam, agora órfão de pai e mãe, tornar-se um adolescente rebelde e irresponsável.
Uma pista sobre o paradeiro de Kevin aparece, e ao investigar o fato Sam descobre que ele está preso num mundo virtual como nos jogos de videogame, com lutas e disputas a todo o tempo. Agora ele se junta ao seu pai e Quorra (Olívia Wilde) para lutar contra Clu (Jeff Bridges), um clone virtual de Kevin que tem o mal por opção.
Quando vi os anúncios e divulgações de Tron, logo pensei que seria algo impressionante no quesito tecnologia, assim como "Avatar". Qual não foi minha decepção...
As imagens em 3D de Tron são fracas, sendo a maioria muito bem visualizada no 2D. Um filme que teria tudo para abusar desse recurso deixou de lado as ferramentas existentes e pouco ousou de algo que seria seu ponto forte, já que usa muito de luzes e efeitos especiais.
Não bastasse isso, o roteiro ajuda a piorar a situação. Uma história pouco empolgante, cansativa e fraca, somada a um elenco igualmente fraco e desestimulante. Destaco apenas o trabalho de Michael Sheen com seu personagem Castor. O cara atua bem, numa mistura de “Charada” e “Coringa” ("Batman"), com trejeitos dignos de um vilão maluco como deve ser.
Tron parecia vir com tudo para encerrar com chave de ouro o fim do ano, mas não passa de muito marketing e pouca história. Para os fãs do jogo talvez possa haver um reconhecimento, mas para as meninas que não gostam de videogame ou não curtem histórias de jogos, podem esquecer, não vão curtir.
A direção está nas mãos do novato Joseph Kosinski, mas já há boatos que se o filme emplacar, novos roteiristas deverão ser contratados para dar continuidade na trama. É, pelo que vi, vão precisar mesmo.


3 comentários:

  1. Bom, esperar algo como "Avatar" acho que já é querer demais tb. É um filme muito único, em vários sentidos.

    Qto a novidade do 2D, 3D ... ainda acho empolgante sim, até porque são poucos neste formato. Mas, não sei a diferença de ambos.

    E, como gosto muito do filme de 82 acho que vale mais pelo saudosismo, por esta atmosfera de game e realidade virtual que vicia. Fora que ver o Jeff charmosão 2x tb não soa nada mal. rs Na fila para ver!

    Abs, Simone.

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  2. Olá Simone, citei Avatar com referência à tecnologia, que senti falta no Tron. Mas vale conferir, afinal, sempre é válido ter a própria opnião. Beijos!!

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  3. O roteiro é constrangedor mesmo. Achei o cenário virtual escuro e o 3D foi subutilizado. O visual como um todo é bonito, mas muito pouco para um filme que prometia revolucionar o cinema.

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