sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crítica: Trapaça

 Ambiente dos anos 70 traz ótima performance dos atores de "Trapaça"







Baseada em fatos reais, Trapaça (American Hustle), dirigido por David Russel, traz os bastidores de uma investigação do FBI para caçar políticos e mafiosos na década de 70.

Irving Rosenfeld (Christian Bale) é o típico vigarista que sempre se dá bem mas nunca tem nada. Dono de uma rede de lavanderias e casado com a deprimente Rosalyn (Jennifer Lawrence), vê sua vida alavancar ao lado da sedutora Sydney Prosser (Amy Adams), uma linda mulher, porém tão vigarista quanto ele.

Ao serem pegos pelo agente do FBI Richie DiMaso (Bradley Cooper), o casal é obrigado a prestar favores e ajudá-lo a capturar grandes mafiosos do meio político e da jogatina.

O filme é algo muito inteligente, pois os personagens são inteligentes. Irving é o cara esperto, que pensa rápido e sabe bem como pegar sua presa. Incrível a atuação de Bale, que representa muito bem e está com o figurino impecável como homem dos anos 70.

Amy também está ótima. Em seu papel, seduz e sabe enganar muito bem. Ela já levou o Globo de Ouro como melhor atriz na categoria “comédia” (apesar do filme não ser assim uma comédia), assim como Lawrence, que levou como melhor coadjuvante. E pode ter certeza que ela foi.

Totalmente deprimente e dependente de Irving, Rosalyn, personagem de Jennifer Lawrence, é a própria bomba relógio que o homem pode ter ao seu lado. Sua atuação foi perfeita, convencendo de seu lugar naquela trama.

A ambientação do longa foi perfeita, assim como a trilha sonora. Bradley Cooper também parece muito com o homem daquela época, onde cabelos encaracolados eram mais valorizados, a ponto de homens também aderirem a permanentes. DiMaso é um agente louco, obcecado em mostrar sua eficiência, porém um tanto ingênuo para certas malandragens.

Outro que merece destaque é o personagem de Jeremy Renner. Carmine Polito é o prefeito de Camdem, em Nova Jersey. Um cara aparentemente acima do bem, amigo da sociedade e feliz com sua família, incapaz de levantar suspeitas contra seu caráter. A amizade entre ele e Irving e a união com sua família são um ponto alto no filme.

Trapaça é o tipo do filme que mostra a que veio. Além de apresentar o caminho da investigação em questão, fixa na ideia daquela década, provando que nem tudo deveria ser compartilhado com mulheres e o efeito dominó do envolvimento com corruptos. Tudo muito bem colocado e ambientado.


Já ganhou o Globo de Ouro e pode ser um dos indicados para o Oscar. Elenco e história ele tem pra isso.


Um comentário:

  1. Vou procurar esse filme para assistir,espero que seja indicado ao oscar!

    soltandooosbichos.blogspot.com

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