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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Covardia humana


É impressionante o que o ser humano faz com sua inteligência. O único animal pensante, racional (é o que dizem, nem todos o são), que pode usar sua capacidade mental para o bem, acaba a usando para fazer o mal. E ainda mais com aqueles que nem tem como se defender direito. E aqui vou falar sobre os animais.
Como pode uma pessoa maltratar, judiar ou até mesmo matar um animalzinho? Vou especificar mais aqui os animais domésticos, ou seja, cães e gatos que diariamente são comprados ou adotados por pessoas para convívio em seu lar e muitas vezes acabam abandonados, jogados na rua como se fosse um saquinho de lixo.
Precisamos entender que animal não é brinquedo. Não é um simples robozinho que você adquire na loja e quando se cansa de brincar com ele joga em qualquer canto ou até mesmo no lixo. O que muitas vezes ocorre é que a criança vê o bichinho em uma vitrine de pet shop, acha bonitinho e pede para os papais levarem. Os papais levam, acham uma gracinha enquanto ele é pequenininho, mas o problema vem depois. O bichinho nem sempre é adestrado, geralmente cães não têm um lugar específico para fazer suas necessidades fisiológicas. E aí vai que eles fazem em qualquer lugar da casa, e vão deixar as donas de casa desesperadas... Então o bichinho vai crescendo, vai tomando mais espaço, destruindo seus sapatos, suas roupas, seus móveis, e o que acharem legal para brincar. E é aí que aqueles papais que adotaram o animal para mimo de seu filho resolvem o dispensar, mesmo porque ele cresceu e já nem é mais tão bonitinho assim, além de estar dando trabalho demais. E porque não avaliaram isso antes de pegá-lo para criar?
Olha, nós somos os racionais. Temos a obrigação de avaliar todas as possibilidades antes de ter responsabilidade com qualquer coisa. E não podemos julgar que os animais saberão se defender quando os largarmos na rua, no abandono. Animal sente dor, fome, sede, frio, medo. Ele não tem como se defender da crueldade humana, de pessoas que não entendem que eles só querem um carinho, um pouquinho de comida, um cantinho seco para dormir. Recentemente, jovens mataram um cachorro a pauladas no Rio Grande do Sul, e o que é pior: filmaram seu ato sórdido. Como pode alguém agir com tanta maldade contra quem nem está te fazendo mal? Sei que existem casos em que animais atacam seres humanos e até crianças, e acabam precisando ser sacrificados pelo ato. Mas aqui estamos falando de um pobre cãozinho que só foi acusado pela dona de atacar as galinhas que viviam em sua casa. Nossa! Grande motivo, não é mesmo? (a matéria completa segue no link no final da matéria).
Crueldade contra animais é crime previsto no Artigo 32 da Lei Federal 9605/98. O mesmo prevê até mesmo detenção para quem o pratica. Lembremos novamente que o animal, assim como nós, sente dor, sangra ao se machucar, sente necessidade de comer e beber. Eles também se afeiçoam ao seu “dono”, e quando são abandonados, além do que foi citado, sentem a falta da casa, da pessoa que o tratava, de um carinho, de um afago, do cantinho onde dormia. Ninguém gosta de ser tratado com desprezo e ser jogado fora. E pode ter certeza, os animais também não gostam. Vamos deixar a ignorância de lado e aceitar o fato de que eles têm sim um sentimento, e quando tratados com carinho, irão retribuir isso a você. Falo por experiência própria, criando duas gatas que foram adotadas e que enchem meu lar de harmonia e carinho.
Ah, outra questão: amigo não se compra. Portanto, se você quer realmente ter um animalzinho de estimação, pense na possibilidade de adotar um. Tem tantos pet shops e ONGS que se dispõem a recolher e entregar de graça bichinhos abandonados... Pode ter certeza que será uma ótima opção. Mesmo se a sua escolha for um animal de raça, pense na possibilidade de arrumar mais uma vaga no seu quintal para um adotado.
Deixe se levar pelo carinho do olhar de um animalzinho e tenha o coração mais feliz. Denuncie maus-tratos contra animais na delegacia mais próxima e exija que seja feito o boletim de ocorrência. E lembre-se: posse responsável. Ao assumir a responsabilidade por um animal, cuide dele até o fim de seus dias.

Phoebe e Belinha: gatinhas que foram adotadas por mim e hoje vivem

confortavelmente em meu lar, dando mais alegria na casa

Link para notícia oficial sobre a morte do cachorro em Rio Grande do Sul, publicada por Carla Silva para o site IG : http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cidades/2009/07/02/policia+identifica+jovens+que+participaram+de+morte+de+um+cao+a+pauladas+no+rs+7044392.html

terça-feira, 30 de junho de 2009

O pop star e seus problemas mal resolvidos

Mais uma vez o assunto é Michael Jackson. Mesmo porque agora vão aparecendo mais notícias sobre o cantor, documentários e outras fofocas que até então passaram batidos para mim.
Vi nesse último domingo uma entrevista com o músico que ainda não tinha visto, a qual passou na Rede Record após o Domingo Espetacular. Nela ficou evidente que ele realmente tinha problemas que vinham desde sua infância e que o deixaram meio de fora da realidade.
Jackson contou que o pai o torturava quando pequeno, que batia e exigia que cantasse e o fizesse bem feito. Que várias vezes apanhou e viu seus irmãos apanharem quando algo não saia do jeito que o pai queria. Chegou a dizer que durante a noite, via e ouvia toda a relação sexual dos irmãos, com mulheres que eles levavam aos quartos de hotéis e pedia para que o irmãozinho não olhasse. Que o pai o chamava de feio, principalmente quando atingiu a fase da adolescência e seu rosto ficou cheio de espinhas. Ou seja, o coitado tinha razões de monte para surtar. E surtou.
Bom, até aí tudo bem, mas a gente tem que tentar superar certos problemas ou lidar com eles da melhor maneira. E isso ele não fez. Fico pensando no peso que leva alguém ser famoso e ter que dar bom exemplo para seus fãs ou seguidores. E aí vemos que além do peso de sua vida pessoal, teve o peso da fama, e as conseqüências no meio artístico não costumam ser tranqüilas.
Quando o repórter falou sobre sua infância, Jackson teve seus olhos rasos d’água, pedindo para que ele não fizesse isso com ele (reviver os fatos passados). Vemos que realmente sua infância o deixou problemático, querendo mudar tudo o que o fazia lembra-la. Mudou tanto que ficou irreconhecível no final de sua vida. Fez várias plásticas, mudou o seu tipo de cabelo e cor de pele. O que não dá para aceitar é ele dizer que isso aconteceu naturalmente. Como assim? Ele disse para o repórter ir perguntar a Deus o porquê de suas mudanças físicas, já que plástica ele só afirma ter feito uma. Como que alguém pode ter seus aspectos físicos totalmente modificados naturalmente da maneira como aconteceu com ele? Por que era tão difícil para ele assumir a verdade? Mesmo porque elas são evidentes.
E os seus filhos, o que dizer? Nenhuma característica do pai. Agora já estão surgindo os rumores dos envolvidos com o fato, dizendo que nenhuma das crianças era biologicamente de Michael. É difícil não pensar o contrário.
Michael tinha todo um jeito doce, de alguém que sofreu na vida e ficou com o desejo de ser criança eternamente. Ele disse ao repórter que apenas dormia com as crianças porque adorava pô-los em sua cama e contar histórias, dar leite quente com cookies e ficarem todos juntos. Disse que não via maldade nisso. Mas as pessoas viam. E pelo jeito, aproveitaram-se da situação com muita grana por baixo disso tudo. Já que agora o menino que o acusou disse, segundo noticiários, que o pai o obrigou a isso e que a acusação de abuso sexual era falsa. Triste...
Jackson viviam num mundo onde a realidade não existia. Tudo era da maneira em que a mentalidade que queria ser criança via. Seus filhos viviam cobertos com máscaras, aliás, ele próprio assim vivia. E ninguém entendeu o porquê disso. Era por causa de seus problemas de saúde, ou por causa da fama, ou loucura mesmo?...
O astro pop morreu com 51 quilos, quase careca, com várias cicatrizes de cirurgias plásticas, com vários remédios dentro de seu estômago. Então não dá para entender porque ele ocultou tanto sobre seu verdadeiro problema. Tudo ficou muito evidente, nada era real. E não tinha ninguém, um amigo ou alguém da família ao seu lado para trazê-lo de volta a realidade. Infelizmente, acredito que todo o seu trauma de infância não valeu o resultado final que custou sua vida. Viciado em remédios, morfinas, cirurgias plásticas, tratamentos para mudar a coloração em sua pele...Enfim, tudo abreviou sua bela carreira e vida. Uma pena para todos, principalmente para ele. Luz e paz, M.J.!

Fontes: Rede Record, sites Terra, Ig e G1

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Para ver com toda a família

O acidente de Sid que dá início a toda confusão


Estreia nesta quarta-feira, 1º de julho, um filme que agrada a toda a família: A Era do Gelo 3. Continuando o sucesso dos dois primeiros filmes, esse tende a fazer tanto ou mais sucesso devido a história bem elaborada e ousada que se passa num vale dos dinossauros.
Os já conhecidos personagens Sid, Manny, Diego, Ellie e Scrat estarão presentes nesse filme que também apresentará a Scratita, a namoradinha do Scrat, e Buck, uma doninha muito “gente boa” que sofreu um acidente causado por um grande dinossauro do vale, vivendo agora com um olho só. E agora ajudará os seus novos amigos em uma grande aventura
Tudo começa com a espera do nascimento do filho de Manny. Preocupado em proteger sua esposa e bebê, Manny exagera em cuidados e deixa seus amigos com pensamentos sobre o que seria de fato uma família. Sid acaba sofrendo um acidente e descobre um mundo subterrâneo, encontrando o que seria para ele sua nova família. Daí, a confusão está feita.
O filme tem a opção em 3D, o que deixa a história muito mais emocionante e interessante.
Buck, o novo personagem da série
Para mim, A Era do Gelo 3 é o mais interessante da série até o momento. Com piadinhas mais espertas, um roteiro mais elaborado, personagens divertidas e momentos emocionantes, o que se pode falar é que tem tudo para ser o preferido de toda a família.
Em relação aos personagens, Buck é a tirada do filme. Se houver continuação, com certeza ele deve ter vindo para ficar. Seu jeito maluco e engraçado de ser cativa a qualquer um. Scrat também continua sendo a graça da série, sem falar uma palavra, somente em busca de sua noz perdida, faz todos gargalharem no cinema. Scratita é a versão feminina, louca por noz, porém mais sensata e inteligente.
Não podemos esquecer também que na direção de A Era do Gelo está o brasileiro Carlos Saldanha. Ou seja, tudo para ser um sucesso de bilheterias, ainda mais nas férias escolares.

A eterna briga pela noz entre Scrat e Scratita

Fotos: Divulgação Fox Films

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E lá se foi o "Rei do Pop”...


Quando vi a notícia pela televisão, ainda falava sobre uma possível parada cardíaca que o cantor teria sofrido. E logo veio a confirmação dos jornais americanos: Michael Jackson está morto.
A gente parece não acreditar quando vê esse tipo de notícia de alguém famoso, como se a pessoa fosse eterna (de uma certa maneira é, na minha crença e também nas lembranças, mas não em carne e osso). O cara tinha 50 anos, e o mundo não estava esperando que fosse tão rápido. Rumores de que ele estava doente, com problemas no pulmão, câncer de pele, dependência de remédios e coisas do gênero já eram relatadas na mídia. Mas até então você acha que pode ser especulação, ou que o processo todo ainda vai demorar.
Jackson era único no que fazia. Excelente bailarino, músico, compositor, cantor...Tudo o que tocava parecia virar ouro. Isso principalmente na década de 80, onde fez músicas que ficaram eternizadas como as do álbum Thriller, as que gravou com Paul McCartney, e a que compôs ao lado de Lionel Richie, “We are the world”, marco da época. Gente, como eu gostava daquilo! Lembro-me em 1983, quando Thriller estava no auge no Brasil. Era criança, mas ficava eufórica com a música. Adorava ver os vídeos clipes (coisa aliás que se inovou com Jackson), a dança e a roupa toda brilhosa.
Mais adiante veio Bad e Dangerous, que de certa forma também marcaram época na minha vida. Os que vieram mais adiante, sinceramente, desconheço. Para mim parece que parou por aí.
Eu não consigo entender o que o cara fez com a vida dele. Isso mostra bem que dinheiro não é tudo, afinal ele “tinha” dinheiro, até vir essa falência toda, mas parecia não ser feliz com sua vida e com sua aparência. Por que não parou as cirurgias na época de Thriller? Já estava muito bom ali. Mas não, a pessoa se modificava cada vez mais. Mudou tanto que perdeu suas características originais. Parece que perdeu até o formato de ser humano. O nariz ficou horroroso, pequeno demais, a boca com um desenho forçado, nada a ver. Fora aquelas “nóias” de ficar andando de máscaras para todo o lado, de ficar branco na marra, de criar seus filhos com lenços na cara para esconder sei lá o quê...Fala sério, qual na verdade era o seu problema para andar com máscaras para todos os lados? Bom, ele dizia que tinha vitiligo, mas será que a doença teria afetado todo o corpo dele? O que ele fez para deixar todo o resto branco daquele jeito? Olha, eu sei lá, mas acredito, no meu modo de ver as coisas, que ele adiantou seu processo de morte.
Acho até que é por isso que não estou tão espantada assim. Para mim ele deixou de ser o Michael Jackson que eu admirava na minha infância há muito tempo. Transformou-se em sei lá eu o quê. Não aparecia mais na mídia, não fazia mais novas músicas de sucesso, não agia como uma pessoa normal. Aliás, acho mesmo que ele era paranóico, sofria de problemas psicológicos. Não tem como explicar suas atitudes de querer viver num parque de diversões eterno, seus supostos envolvimentos com pedofilia, sua atitude infantil e os problemas com traumas de infância. Problemas que o fizeram um ser polêmico e esquisito demais para se explicar.
Ele foi o que foi. Eterno “Rei do Pop”, talentoso e polêmico. Único e inesquecível para toda a geração. E que agora vai para a eternidade em sua Neverland.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estaríamos perdendo a nossa identidade cultural?

Há um tempo venho pensando sobre esse assunto. Não vos parece que estamos perdendo a identidade cultural? (Obs: o texto a seguir só será compreendido para quem tem mais de uns 27 anos, ok?!)
É só olharmos em certas “tradições” existentes em nosso país. Vamos começar falando sobre uma grande festa que é tida como “a cara” do Brasil: o Carnaval. Lembro-me do carnaval de antigamente (não tão antigamente assim hein, tenho 35 anos). Mas freqüentava os bailinhos e matinês de carnaval que eram realizadas em cidadezinhas do interior paulista. Vou tomar essas cidades como exemplo para o carnaval, já que sempre ia para o interior nessa data. Era muito diferente do que vejo hoje. Naquela época, ainda se viam fantasias, purpurinas, confetes, serpentinas e máscaras. Minha avó sempre confeccionava máscaras para enfeitar o salão da cidade, e tínhamos sempre uma caixa delas para brincar na rua. Ainda tinha no meio da caixa aquelas bisnagas d’água e aquele martelinho que tem som de buzina ao bater. As músicas eram todas marchinhas de carnaval, e também sambas de enredo. Poxa, eu gostava sim dessa época. Sempre gostei de pular carnaval ao som das velhas marchinhas. Mas já no início da década de 90 o movimento axé tomou conta da festa. E o carnaval nunca mais voltou a ser o mesmo. Hoje a festa acontece nas ruas, com bandas tocando axé e dançarinas ensinando os passinhos da música. É claro que para a nova geração isso é o máximo, eles nem gostam do que havia antigamente. Mas o velho romantismo de máscaras, confetes e serpentinas já não existe mais.
Vejamos agora as Festas Juninas. Bom, quando eu era criança a gente era obrigada a dançar a tal da quadrilha. Tinha festa e barracas para todo lado, aqui mesmo na cidade de São Paulo. Ok, hoje as crianças ainda dançam nas escolinhas. Mas sabe quais músicas as crianças da escolinha perto da minha casa estavam ensaiando? As de Rio Negro e Solimões. Nada contra a dupla, até gosto do som alegre deles, mas e aquelas velhas músicas de quadrilha? É gente, tudo mudou mesmo. Hoje é até difícil encontrar as festinhas que fechavam ruas pelos bairros paulistas. Tem, mas são poucas.
Vamos agora citar as festas mais importantes, ou seja, as de fim de ano. Lembra como era o Natal antigamente? E como ele está agora? Ahh, tem sim uma grande diferença. A tradição do Natal também está acabando. Hoje o que vemos é só a indústria do comércio querendo vender cada vez mais. E aquele lance de reunir a família, fazer a ceia depois da meia-noite, colocar aquelas velhas canções natalinas, fazer uma oração e lembrar do aniversariante do dia?...Hoje o que reina são as festinhas com música funk, com o som no último volume, a troca de presentes, e por aí vai.
Bom, nada como a inovação e a modernidade. Mas temos que admitir que as coisas estão mudando sim. Tradições e romantismos de antigamente estão se acabando. E por falar em romantismo, onde é que toca a seção de músicas lentas para dançar juntinho hoje em dia? E cadê as personagens do folclore brasileiro, alguém ainda se lembra de algum?
Bom, o que vem com a nova geração é bem diferente do que existiu. Espero que para eles seja tão marcante como foi para os que já passaram dos 30... E vamos levando na manha do gato.