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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Filme de Jean Charles retrata a vida dos brasileiros em Londres


No próximo dia 26 de junho será a estreia do filme Jean Charles, que irá contar como foi a vida do brasileiro que foi assassinado em julho de 2005 no metrô de Londres após ter sido confundido com um terrorista.
Quando vi que iriam lançar um filme sobre essa história, já pensei: “Ihh, lá vem mais um daqueles dramalhões”. Mas ao me lembrar que a história era situada em Londres, veio uma curiosidade em assisti-lo, afinal, meu marido viveu lá por quase dois anos, e eu por um mês.
Muito que bem, fomos à cabine de imprensa para vê-lo. Qual não foi minha surpresa! O filme é legal, não tem nada a ver com o dramalhão que eu pensava que seria. Retrata muito bem como é a vida de um brasileiro naquele país, todo o preconceito, saudade, tristeza e muito trabalho para se ganhar alguma coisa.
O filme é de Henrique Goldman e será lançado pela Imagem Filmes. Goldman não focou apenas na tragédia ocorrida, e sim deu ênfase a quem era realmente Jean Charles. Um garoto esperto, trabalhador e sonhador, como tantos outros, que teve a infelicidade de ser confundido com terroristas em pleno auge de atentados a Londres. Aqueles que conhecem bem a cidade vão com certeza se encontrar em alguma parte do filme. Eu mesma me vi na pele da sua prima Vivian, que se atrapalha toda ao atravessar a rua já que lá a mão no trânsito é diferente da nossa. Confesso que quase fui atropelada por lá...
O longa começará contanto a história da chegada de Vivian a Londres, mostrando a vida de todos por lá e lógico, como foi que aconteceu o trágico homicídio. Segundo Goldman, o filme se baseia em fatos reais, mas possui fatos fictícios. Para conseguir escrever a história o diretor ouviu relatos dos amigos e parentes que moravam com Jean em Londres, da família e das pessoas da pequena cidade de Gonzaga, interior de Minas Gerais, terra natal de Jean Charles de Menezes.
Mas é isso, assistam ao filme, principalmente os que já moraram ou que moram fora do Brasil, e duvido que não se identificarão com ele.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Rede de proteção para gatos

Era tudo o que eu não queria. Colocar rede de proteção na janela para mim parecia colocar grades e fazer do meu apartamento uma prisão.
Apesar das minhas duas lindas gatinhas viverem no meu apartamento, pensava que não haveria problema em deixar a janela desprotegida. Afinal de contas, Belinha, a mais velha, nunca me deu trabalho quanto a isso. Nunca foi de subir em janelas, tentar sair ao abrir a porta do apartamento ou coisas assim. Mas já a Phoebe.... Como uma boa caçulinha, apronta tudo o que a mais velha não aprontou. Quando chego em casa, ao abrir a porta, já está lá a Phoebe esperando para sair correndo para fora. Ás vezes tenho que busca-la no corredor o prédio. E tem um loucura para subir nas janelas de casa!...
E assim a gente ia levando. Cada vez que a dona Phoebe subia nas janelas lá estava eu ou o Marcio, meu marido, brigando com ela. E ela que não é boba nem nada, saia correndo, é claro. A gente percebe que ela entende muito bem o que os humanos falam com ela.
Mas foi então que um dia eu cheguei mais cedo em casa e resolvi fazer a costumeira ginástica num daqueles aparelhos que simulam corrida. Estava calor nesse dia, então abri toda a janela da sala e fechei a cortina para que as gatas (ou melhor, a Phoebe) não vissem que estava aberta. Fui para o quartinho e estava toda animada na gisnástica. Quase 60 minutos completados de exercício quando toca o meu interfone. "Quem será uma hora dessas?", pensei. Era o porteiro dizendo a seguinte frase: "Sua gata está aqui na portaria. Ela pulou a janela". Nem preciso dizer que após quase uma hora de exercício minhas pernas já estavam todas travadas, pois tive que parar bruscamente para atender o interfone. Imagine só quando ouvi o porteiro me dizer isso. Desci as escadas como uma louca (ainda bem que moro no 2º andar). Quando cheguei na portaria lá estava a Phoebe no colo de uma menina, com a maior carinha de assustada do mundo. "Ela é tão boazinha", disse a menina se referindo à gata.
Olha, essa menina foi um ajno que apareceu naquele dia. Já imaginou se a gata saisse correndo por ai, ou se alguém tentasse a expulsar, já que muita gente nem gosta de gato? Mas não, ela viu a gata e pediu ao porteiro que avisasse a mim,pois deveria saber onde morava a gatinha. Queira ou não, Phoebe dá sempre o ar das graças na janela ou se aparece no corredor do prédio quando eu abro a porta, então muita gente já a viu.
Subi de volta ao apartamento com o coração na mão e a Phoebe nos braços. Que raiva viu! Como aquela danada pôde fazer isso. Provavelmente ela entrou atrás da cortina, como já vi ela fazendo outras vezes, e viu a janela aberta. Daí saber se ela realmente pulou ou caiu, não quis ter mais dúvida: resolvi instalar a tal rede de proteção em todas as janelas do apartamento.
Lógico que não fica igual a sensação de liberdade com as tais redes, mas não há nada melhor do que saber que seus bichinhos de estimação estão seguros e que você pode fazer sua ginástica tranquilo que nada irá acontecer nas janelas.
Então recomendo a todos os donos de gatos ou até outros animais sapecas que instalem sim a rede de proteção em suas casas, pois mais vale a janela mais feia do que a tristeza de perder um bichinho.
Ahh....E agora Phoebe pode ficar na janela sem problema algum.

Indignação de jornalista

Ontem, 17 de junho, foi derrubada a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Fiquei indignada ao ver à notícia na TV, visto que cursei quatro anos de faculdade e hoje sou jornalista devidamente regulamentada.
Pois bem, o pessoal do Supremo Tribunal Federal acha que a obrigatoriedade do diploma é incompatível com a Constituição de 88. Que, segundo o ministro Gilmar Mendes, ser jornalista é o mesmo que ser cozinheiro. Pera lá, "seu ministro”! Além de querer dizer que quatro anos de faculdade de aprendizado de uma profissão não é nada, você também quer dizer que o trabalho de cozinheiro é para qualquer um, ou uma coisa qualquer? É assim que você ignora uma profissão, desmerecendo outra? Já vi trabalho de cozinheiros profissionais, e duvide-o-dó que vossa senhoria conseguiria fazer tal trabalho com tamanha rapidez e conhecimento. É realmente de se lamentar. É claro que qualquer pessoa pode se meter a cozinhar, isso é evidente. Eu também cozinho na minha casa. O que não cabe é eu querer ser contratada num restaurante como profissional, desmerecendo o cara que fez a faculdade de gastronomia ou até mesmo cursos referentes ao assunto. Cozinhar eu posso, o que não posso é ser a profissional do ramo, sacou? É isso mesmo que penso da profissão de jornalista e da necessidade de um diploma. Escrever, todos escrevem. Para isso existem nos jornais, revistas e demais mídias as colunas de cartas do leitor, coluna de especialistas em determinadas áreas, convidados, blogs, twitter, comentários do leitor na internet, e o que mais vier para todos poderem expressar suas ideias. Liberdade de expressão existe sim, o que não pode existir é a ideia de que jornalista não precisa de técnica para nada. Como assim?
Confesso que desde nova já tinha muita vontade de escrever, tanto que minha professora de português foi uma das que me incentivou a fazer faculdade de jornalismo. Via muita coisa sobre a profissão, já que também sou filha de jornalista. Mas afirmo que depois da faculdade aprendi muita coisa. Não é bem assim, que jornalismo qualquer um faz. Escrever qualquer um escreve, mas técnicas e visão para isso são bem diferentes quando se faz uma faculdade para receber tal conhecimento.
Eles dizem que “a formação específica em cursos de jornalismo não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros” (Gilmar Mendes). Então tá! Quer dizer que um profissional formado em Direito não pode errar de maneira nenhuma, ainda mais quando ele for um juiz, por exemplo... E olha que temos exemplos no país de corruptos formados nesse curso, assim como em outros hein! Médicos cometem erros em mesas de operações, e eles estudaram todas as técnicas possíveis para exercer sua profissão. E aí? Se o cara erra, cabe à justiça punir, assim é no caso do jornalista. Afinal, processos de indenização por danos morais e materiais existem para todo lado, não é mesmo? Então não me venha com chorumelas, diploma não garante idoneidade para ninguém, ok?! Isso é para qualquer profissão. Diploma garante aos que querem trabalhar com honestidade e dedicação um maior aprendizado, um melhor aprimoramento, o que devia ser motivo de orgulho e não de sarcasmo. E eu quero saber onde está a idoneidade desses que estudam, se formam e estão aí fazendo coisas erradas com suas carreiras devidamente “regulamentadas”.
Agora vai ser assim: fulano fala o que quer, todos vão se sentar e escrever nos jornais o que bem pensam, independentemente de terem cursado faculdades de Comunicação ou não. E depois não me venha reclamar dos BBBs que saem da televisão já pensando em ser artistas, ta! E também nada de reclamar por danos morais sofridos, pois cada um fala o que quer e a liberdade de expressão é o que vale. Inclusive a minha. E tenho dito.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sobrevivi ao metrô da manhã

Meu horário de trabalho é durante o período da tarde. Mas conforme a necessidade, a gente também acaba vez ou outra trabalhando de manhã. Eis que o chefe pediu para que eu fizesse a semana toda no período da manhã. Ou seja, iria entrar às 8 horas da matina.
Quem mora em São Paulo sabe bem como é difícil a vida de quem necessita de transporte público. Muito diferente de países de primeiro mundo, onde até quem tem dinheiro anda no transporte público, porque há linhas para todos os lados.
Bom, para entrar às 8 da manhã, fui para o metrô por volta das 7:15 horas. Terrível!!! Era gente para todo lado. Já passei por isso em outras situações, mas em plena segunda já lembrava que tinha o resto da semana para enfrentar a mesma baderna.
Dentro do metrô chega ser engraçado. Se você tira o pé do chão, provavelmente será difícil de conseguir voltar o pé para o mesmo lugar. Mas é tanta gente que você nem precisa se segurar, o povo todo te segura...
Durante os cinco dias da semana acabei me acostumando com a rotina. Só na manha do gato. Em pensar que seria apenas uma semana, mas que muita, mas muita gente mesmo tem essa rotina diariamente. Ia ouvindo a conversa do povo, que ora era sobre política, ora sobre novela, e por aí vai... Às vezes as besteiras que ouvia eram tão grandes que não tinha como não gargalhar. E no fim das contas, não foi tão ruim assim. Ser humano se acostuma com tudo. Lógico que a gente quer ver tudo melhorar, ver os transportes públicos serem bons e ter lugar para todos, mas enquanto não é assim, temos que continuar a vida de qualquer jeito né? Continuemos a ter esperanças que um dia muda...
Mas enfim, sobrevivi ao caos do metrô pela manhã. E se tiver que ir novamente, "vamo que vamo", pois o que vale é não levar bronca pelo atraso no serviço!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dica pra quem gosta de passar frio nas montanhas


Em minhas férias do ano passado eu estava meio sem grana e sem saber pra onde ir. É de praxe que todas as férias gosto de conhecer um lugar novo. Então comecei minhas pesquisas...

Encontrei uma tal de Visconde de Mauá, no Estado do Rio de Janeiro. Nas referências, vi que era próximo a Itatiaia, lugar que também me interessava conhecer. Mas lendo as dicas do pessoal na internet, vi que Visconde de Mauá era mais barato do que Itatiaia. E como não tava pra esbanjar, aprofundei minhas pesquisas sobre o lugar.

Satisfeita com o que pesquisei, resolvi marcar um final de semana das minhas férias para conhecer a região. Era mês de setembro de 2008.

Fiquei na Pousada Magia das Montanha, na vila de Maromba, e aliás, adorei o local. Bom, só recomendo pra quem não tem frescura com luxo, pois o quarto que fiquei é simples, mas ideal pro meu bolso e descanso. A diária é bem em conta, mas eles também tem quartos mais sofisticados pra quem prefere um conforto maior. E tem um waffle no café da manhã...Que delícia!! Sem contar com o aconchego da lareira...




Vista da subida da serra em Visconde de Mauá

É recomendável fazer a viagem ainda com a luz do dia, pois a serra não tem nem asfalto. Durante a subida, têm vários mirantes para tirar foto, a paisagem é linda.

Como eu disse, fiquei na vila de Maromba, então passamos pela vila de Visconde de Mauá e a vila de Maringá. Vilinhas muito pequenas, mas são todas uma graça. Ah, detalhe: em Maringá é só atravessar uma ponte e você estará em Maringá/MG. Tem ótimos chocolates lá.




Vila de Maringá/RJ

Conheci algumas cachoeiras próximas, como a do Escorrega, a Toca da Raposa, Poção da Maromba e Santa Clara. Todas muito lindas, um espetáculo pra quem curte a coisa.




Cachoeira do Escorrega

Outra coisa boa em Visconde de Mauá (quando falo isso, refiro-me a todas as vilas que compreendem a região), é o preço das coisas. Muitoooo barato para se comer por lá. E a comida é de dar saudade, viu! Não me lembro mais dos nomes dos restaurantes para dar a dica, mas não é difícil achar comida boa e com preço bom. Vale a pena provar o filé de truta defumada e o fondie da região. E também é legal de conhecer os vários trutários que há por lá. Mas vá sem fome, porque o peixe é pescado na hora (em muitos lugares você ainda pode escolher qual truta quer pescar), e demora pra assar (fui com fome e chorei até vir o almoço..rsrsrsrs)




Vista do alto da vila de Maromba

Antes de ir embora ainda comprei um monte de camisetas para dar de lembrança, coisa básica, mas que sempre é legal receber.

Uma outra dica legal é antes de voltar pra casa dar uma passadinha em Penedo. Como a diária do hotel geralmente encerra ao meio-dia, aproveite pra conhecer a Casa de Papai Noel - Pequena Finlândia em Penedo. Uma graça de lugar. E outra: os preços das coisas lá são muto bons. Comprei uma colcha de casal de linha por R$ 25,00, na época. E tem na cidade toda muito artesanato, doces, licores, compotas, enfim...tudo muito bom.

Essa é a dica pra quem gosta de passar um fim de semana curtindo um friozinho da montanha. Digo que valeu muito a pena, e que pretendo voltar lá assim que possível. Amei Visconde de Mauá!!




Casa de Papai Noel em Penedo